Descrever uma festa desse gênero não exige grande aparato. Antes de tudo, é uma festa funcional. Para muitos, é a hora de rasgar a fantasia, de extravasar junto com aqueles que dividiram momentos importantes durante todo um ano de esforço e trabalho árduo. Para outros, a festa é parte do "job"; ou seja, tem que ir para garantir a festa do ano que vem. Tem também sujeitos como eu, para quem a festa sempre será uma festa, importante ou não, para extravasar ou se entendiar, e que pode ser uma grande curtição ou até mesmo um porre sem ter enchido a cara.
18.12.09
4.12.09
3.12.09
The Wonder Tech
Para quem não acompanha o futebol, há um debate sobre a utilização (ou não) de tecnologia durante as partidas, no sentido de auxiliar o trabalho do juiz e seus bandeirinhas em suas marcações. Assim, por exemplo, a penalidade máxima, o impedimento, uma falta e um cartão vermelho seriam sempre assinalados corretamente. Enfim, não haveria dúvidas. Com tal argumentação, pareceria óbvio adotar-se esse tipo de recurso isso já de imediato. Pareceria...
A realidade é que há, e muitos, defensores da manutenção desse árbrito munido de todas as limitações que ele atualmente carrega . Tudo isso, pois seria a dúvida ou a incerteza que essa "imperfeição" produz (mesmo que as telas de tv eliminem na prática essa possibilidade) a responsável por parte importante da emoção que esse esporte bretão promove em quem o vê. Resumindo, impor a tecnologia a esse esporte significaria torná-lo por demais "sem graça". Previsível. Diga-se de passagem, isso é o que afirmam o atual presidente da FIFA e outras figuras de relevo nesse universo como o ex-jogador Franz Beckenbauer. Não é pouca porcaria de gente.
A verdade é que fiz essa introdução só para sugerir mais um DVD, pois mesmo compreendendo e concordando que, em parte, a introdução da tecnologia em diversas esferas da vida nos faz perder parte do encantamento romântico de outrora, após assistir o bem-dito, admito que ela é capaz de emocionar também.
A dica é o recém-lançado Live At Last do conhecido Stevie Wonder. E como diz um amigo meu carioca, "só te digo uma coisa: é manero!". O show emociona desde o princípio e pra quem aprecia música negra, pop, jazz e até romântica é tiro certo. O carisma do negão (ele tá gordo) transborda em cada faixa selecionada de sua carreira. O cara estraçalha na voz, nos teclados e na liderança de uma banda competente composta de brancos, pardos e negros, mesmo que ele não seja capaz de reconhecer isso (pelo menos no olhar). Depois de assistir o show do sofá deu vontade de saber mais dessa "revelação" (na minha vida). Deu vontade até de escrever um post.
A realidade é que há, e muitos, defensores da manutenção desse árbrito munido de todas as limitações que ele atualmente carrega . Tudo isso, pois seria a dúvida ou a incerteza que essa "imperfeição" produz (mesmo que as telas de tv eliminem na prática essa possibilidade) a responsável por parte importante da emoção que esse esporte bretão promove em quem o vê. Resumindo, impor a tecnologia a esse esporte significaria torná-lo por demais "sem graça". Previsível. Diga-se de passagem, isso é o que afirmam o atual presidente da FIFA e outras figuras de relevo nesse universo como o ex-jogador Franz Beckenbauer. Não é pouca porcaria de gente.
A verdade é que fiz essa introdução só para sugerir mais um DVD, pois mesmo compreendendo e concordando que, em parte, a introdução da tecnologia em diversas esferas da vida nos faz perder parte do encantamento romântico de outrora, após assistir o bem-dito, admito que ela é capaz de emocionar também.
A dica é o recém-lançado Live At Last do conhecido Stevie Wonder. E como diz um amigo meu carioca, "só te digo uma coisa: é manero!". O show emociona desde o princípio e pra quem aprecia música negra, pop, jazz e até romântica é tiro certo. O carisma do negão (ele tá gordo) transborda em cada faixa selecionada de sua carreira. O cara estraçalha na voz, nos teclados e na liderança de uma banda competente composta de brancos, pardos e negros, mesmo que ele não seja capaz de reconhecer isso (pelo menos no olhar). Depois de assistir o show do sofá deu vontade de saber mais dessa "revelação" (na minha vida). Deu vontade até de escrever um post.
26.11.09
Que tal "Resilistência"?
Muita gente fala com encanto na importância de se ter resiliência ou de se ser resiliente. O uso é livre (e solto) e quem pratica o uso de tais palavras parece ganhar requintes de modernidade.
Hã? Explicando em poucas palavras, resiliência é a tal capacidade que “deveríamos” possuir para então sermos capazes de lidar com situações difíceis, penosas, complexas, inesperadas e que nos pressionam nas mais diversas situações vividas. Principalmente, no âmbito do trabalho.
É claro que quem inventou (importou) o termo (da Física) sabia do que falava. Tratava-se de apontar uma das características desejadas do profissional moderno, capaz, não simplesmente de suportar o "impossível", mas de se adaptar a um mundo colorido pela imprevisibilidade e pela incerteza.
A metáfora colou então na figura de um novo profissional “flexível”que, em tese, deveria se motivar frente a esses “desafios”. O próprio conceito popularizado de Inteligência Emocional reflete esse paradigma quando aplicado a realidade de quem trabalha e que é avaliado por seu potencial versus seu desempenho.
Tudo isso pra defender o que alguns entenderiam como o oposto daquilo que qualifica a resiliência: a resistência. Não ouso dizer que temos que endurecer sem perder a ternura, mas podemos escolher reafirmar aquilo que dá o sentido legítimo às nossas ações mais humanas. Reafirmar princípios, em torno da ética e não de um moralismo caolho; exibir sentimentos humanos sem precisar ser piegas. Por tudo isso, resistir. Reagir afirmativamente. Resistir sempre a mudança confundida como um valor e não como contexto de nossos tempos fundados na individualização, competição e produtividade.
E se mudar permanentemente ganhou ares de algo positivo, bonito e que adjetiva o que é "moderno", e ser capaz de aceitar e adaptar-se a transformação virou competência valiosa para a vida, (só) nos resta saber distinguir, para não opor, a competência adaptativa e mutante necessária expressa na resiliência, daquilo que não é moderno, nem tradicional, pois atemporal, que é a capacidade e a insistência humana em buscar vínculos com idéias e ideais que nos norteiam, dando referência, a cada passo que damos e não a cada parafuso que apertamos.
18.11.09
Reflexão sobre Arrastão
Um carro aporta no portão principal do condomínio, o porteiro reconhece o carro e a placa. O condômino dentro do veículo, nem tanto, afinal, o forte insufilm no pára-brisa, feito para garantir sua segurança, não permite sequer afirmar se se trata de um homem ou uma mulher. Enfim, o portão imponente, no estilo real francês, é aberto e o carro adentra. Aqui, tem início um arrastão.
Placa de automóvel clonada, grupos de homens armados até o calcanhar, armas de calibre ou armas de brinquedo, família mantidas em cativeiro, terror psicológico, busca por jóias, notebooks e dinheiro. Afinal, do que se trata isso?
Dizem que como os roubos a bancos se tornaram tarefa difícil, a mira se virou para as residências, inicialmente as de alto luxo e agora também as de uma classe média elevada, ávida por botar em prática seus justos “sonhos de consumo” traduzido em “belas ilhas” de harmonia e riqueza que se tornam os condomínios. Sejam eles verticais ou horizontais, não importa, o desafio do profissional do crime é superar as barreiras criadas por empresas de segurança, essas tornadas um grande negócio para ex-policiais ou militares empreendedores, além de um ótimo segundo, ou mesmo “primeiro”, emprego para aqueles policiais que ganham menos do que deveriam. Na prática, o sistema é falível. A lógica de proteção, aparentemente intransponível, é tão elementar quanto lógica da vida social. O ato de chegar e sair de casa, de receber amigos, de buscar a pizza encomendada, de ir à pé até a padaria não pode ser mais banal.
Entendo que não se trata de aperfeiçoar técnicas que garantam o bem-estar. Qualquer ação que estresse a segurança constrange também a liberdade, pois reprime atos simples do dia-a-dia comum e prazeroso. O tal bem-estar foi para o ralo. Se é racional melhorar sistemas, instalar mais câmeras e treinar porteiros, é irracional qualquer crença fundada na possibilidade de uma vida ilhada. A vida em sociedade se expandiu por cima da comunidade. A empregada doméstica, a babá, os seguranças terceirizados, todos pertencem a esse mundo, e mesmo quando coadjuvantes, são e serão canais permanentes com outras ilhas “inimigas” que se formam, e se tornam assim, simultaneamente - sem que possamos impedir, pois são o reflexo involuntário e simétrico de nosso próprio movimento. Difícil pensar em soluções. Não há uma única, mas concluo que a saída aponta não para o acirramento da vigilância, mas sim para o desestressar das relações que estabelecemos com os outros, de outras ilhas ou não.
Placa de automóvel clonada, grupos de homens armados até o calcanhar, armas de calibre ou armas de brinquedo, família mantidas em cativeiro, terror psicológico, busca por jóias, notebooks e dinheiro. Afinal, do que se trata isso?
Dizem que como os roubos a bancos se tornaram tarefa difícil, a mira se virou para as residências, inicialmente as de alto luxo e agora também as de uma classe média elevada, ávida por botar em prática seus justos “sonhos de consumo” traduzido em “belas ilhas” de harmonia e riqueza que se tornam os condomínios. Sejam eles verticais ou horizontais, não importa, o desafio do profissional do crime é superar as barreiras criadas por empresas de segurança, essas tornadas um grande negócio para ex-policiais ou militares empreendedores, além de um ótimo segundo, ou mesmo “primeiro”, emprego para aqueles policiais que ganham menos do que deveriam. Na prática, o sistema é falível. A lógica de proteção, aparentemente intransponível, é tão elementar quanto lógica da vida social. O ato de chegar e sair de casa, de receber amigos, de buscar a pizza encomendada, de ir à pé até a padaria não pode ser mais banal.
Entendo que não se trata de aperfeiçoar técnicas que garantam o bem-estar. Qualquer ação que estresse a segurança constrange também a liberdade, pois reprime atos simples do dia-a-dia comum e prazeroso. O tal bem-estar foi para o ralo. Se é racional melhorar sistemas, instalar mais câmeras e treinar porteiros, é irracional qualquer crença fundada na possibilidade de uma vida ilhada. A vida em sociedade se expandiu por cima da comunidade. A empregada doméstica, a babá, os seguranças terceirizados, todos pertencem a esse mundo, e mesmo quando coadjuvantes, são e serão canais permanentes com outras ilhas “inimigas” que se formam, e se tornam assim, simultaneamente - sem que possamos impedir, pois são o reflexo involuntário e simétrico de nosso próprio movimento. Difícil pensar em soluções. Não há uma única, mas concluo que a saída aponta não para o acirramento da vigilância, mas sim para o desestressar das relações que estabelecemos com os outros, de outras ilhas ou não.
17.11.09
Aves César!
(continuando com o relato sobre o domingo no parque)
Pela minha contagem, excluindo os turistas e os funcionários, o Parque da Água Branca, que completa oitenta anos esse ano, abriga em suas dependências pelo menos 1 (hum) pavão, 48 galos, 210 galinhas, 401 pintinhos, além de outros pássaros ainda não identificados pelo blogueiro. Abaixo, trago algumas imagens que ilustram essa contabilidade:
Pavão solitário
2 OVNIs (objetos voadores não identificados)
Pela minha contagem, excluindo os turistas e os funcionários, o Parque da Água Branca, que completa oitenta anos esse ano, abriga em suas dependências pelo menos 1 (hum) pavão, 48 galos, 210 galinhas, 401 pintinhos, além de outros pássaros ainda não identificados pelo blogueiro. Abaixo, trago algumas imagens que ilustram essa contabilidade:
Pavão solitário
2 OVNIs (objetos voadores não identificados)
16.11.09
O côco não compensa?
Domingo no parque (o da Água Branca). Temperatura batendo algo entre 30 e 40 graus. A gente respingando. Água mineral? "Tá em falta", disse o vendedor do quisoque. "O fornecedor ainda não chegou", justificou vendedora da banca ao lado. Suco de Milho" era a opção "natural... "Não tem", apenas me informou a atendente da terceira barraquinha... Decidimos não indagar mais. Já estávamos desistindo, quando nos deparamos com a banca do côco... e perguntamos o preço da relíquia. Resposta: "R$ 3,50, mas não tá muito gelado". Uau... Aceitamos a proposta.
Moral da história: o côco, com a água, mesmo a esse precinho, compensa!
Obs. Vou sugerir a mudança do nome do parque para algo mais apropriado, pelo menos durante a Primaverona: "Parque da Água de Côco" (que é a que tem, certo?)
Moral da história: o côco, com a água, mesmo a esse precinho, compensa!
Obs. Vou sugerir a mudança do nome do parque para algo mais apropriado, pelo menos durante a Primaverona: "Parque da Água de Côco" (que é a que tem, certo?)
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- Andre Chui de Menezes
- São Paulo, SP, Brazil
- Administrador e sociólogo de formação, publicitário na ocupação atual. Descobriu que pode ser legal divulgar certos pensamentos dele, sobre fatos, questões ou mesmo futilidades, desde que isso sirva pra alguma e qualquer coisa. Pra ele e ou pra você. Sem nenhuma pretensão do que isso pode significar.







